Blog de Formação

1º Encontro preparatório para a jornada: ESTADO: PARA QUÊ E PARA QUEM?



By  Juventude Franciscana JUFRA) do Brasil     20:44     

*AMBIENTE:
-Preparar o ambiente com recortes de notícias de jornais e revistas que mostrem problemas da sociedade (bairro, cidade, estado, país, exterior...);
-Cartaz da 3ª Jornada Franciscana Nacional pelos Direitos Humanos;
-Cartazes da 5ª Semana Social Brasileira;
-Cartaz do 18º Grito dos/as Excluídos/as;
-Bandeira do Brasil;
-Painel para montar “O Estado que temos” e “O Estado que queremos”;
-Canetas, lápis, pincel, tinta, etc;

*ACOLHIDA:
Com cantos bem animados a equipe de recepção acolhe os irmãos e irmãs da Fraternidade e outros participantes visitantes.

*ORAÇÃO:
A – Abri meus lábios, ó Senhor
T – E minha boca anunciará vosso louvor,
A – Vinde exultemos de alegria no Senhor,
T – Aclamemos o rochedo que nos salva!
A – Ao seu encontro caminhemos com louvores
T – E com cantos de alegria celebremos!

*DE OLHO NA VIDA:
Cada irmão e irmã participante lê uma das notícias que relata problemas da sociedade e faz comentários sobre a matéria. Debate livre entre os participantes.


*CANTANDO:
Hino Nacional do Brasil:

Letra: Joaquim Osório Duque Estrada
Música: Francisco Manuel da Silva
  


*CONVERSANDO:
Conversar sobre o que acham do Hino Nacional e da Bandeira do Brasil.

*APROFUNDANDO:
-LEITOR/A 1: Nos países ocidentais, o Estado mantém a tradição de regi­me democrático. O problema é que, ao lado dessa tradição, ele opera no contexto do modelo capi­talista de produção. Este, por sua vez, tem como base ideológica a fi­losofia liberal ou neoliberal. De tal forma que o mercado livre, com sua lógica férrea de maximização dos lu­cros e acumulação de capital, acaba delegando aos “governos democrá­ticos” a função de capataz de seus empreendimentos. Pior ainda, em não poucos casos, o Estado torna-se o próprio motor da economia priva­da, parceiro e cúmplice direto dos meganegócios das empresas trans­nacionais.

-LEITOR/A 2: Isso para não falar na duplicida­de do mercado livre: livre da inter­venção do Estado nos tempos de va­cas gordas, quando os rendimentos navegam na maré alta; mas quando a crise bate à porta, os empreen­dedores privados não hesitam um segundo em solicitar o socorro dos respectivos governos. Estes se dis­põem imediatamente a salvar o se­tor financeiro como um todo, muitas vezes em detrimento das políticas de trabalho e salário, de saúde, edu­cação, transportes coletivos, habita­ção...

-LEITOR/A 3: Disso resulta, por um lado, o lu­cro fabuloso dos bancos nos momentos de pior crise e, por outro, a precariedade dos serviços públicos à população de baixa renda. Em ou­tras palavras, no sistema capitalista neolibe­ral, o Estado, em lugar de exercer a função de juiz e de regular os interesses contraditórios, salvaguardando a defesa das camadas fragili­zadas, acaba por desempenhar a tarefa de privatizar os lucros e socializar as perdas. Faz isso através de impostos e incentivos, favorecendo em geral o crescimento a qualquer preço. O cenário atual da Comunidade Europeia é o me­lhor exemplo disso.

-LEITOR/A 1: Daí a necessidade de repensar o Estado desde sua raiz, que é a proposta para os de­bates em torno da 5ª Semana Social Brasileira. Do Estado que temos ao Estado que queremos, o caminho a percorrer é longo, lento e labo­rioso. O grande desafio é substituir o privilégio de viver bem, em que alguns tudo podem e tudo querem porque se encontram no topo da pirâmide, pelo conceito indígena de bem viver, o qual, em lugar de inverter a pirâmide social, levará a uma relação nova com a natu­reza e com as coisas, com os animais e as pessoas – onde fica abolido todo o tipo de hierarquia piramidal.

-LEITOR/A 2: A 18ª edição do Grito dos Excluídos e Excluídas contribuiu com esse debate. De fato, um Estado a serviço das neces­sidades básicas da população, e não movido pelo lucro e acumulação de capital, deve levar em conta os gritos que irrompem do chão, dos porões da sociedade, das ruas e campos, do coti­diano dos trabalhadores e trabalhadoras e suas famílias. Gritos, não raro, noturnos e obscuros, silenciosos, ocultos e ignorados; gritos imprevisíveis que, de tão reprimidos, explodem espontaneamente buscando o sol, a vida e o ar livre; gritos organi­zados, que a custo vão pavimentando a estrada dos direitos humanos.

-LEITOR/A 3:  Nessa perspectiva, o lema do Grito não poderia ter sido mais claro: “Queremos um Estado a serviço da nação que garan­ta os direitos a toda população!” Neste esforço conjunto, desafios e potencia­lidades se mesclam, se confundem e se alternam. Os desafios são inúmeros, como o são também a resistência e tei­mosia dos sofredores. De um lado, um Estado que permanece surdo e cego ao clamor que vem das bases, permeado pela corrupção e por uma relação muitas vezes promíscua en­tre os diferentes poderes. De outro, a força da mobilização popular, em que milhares de ini­ciativas seguem acendendo pequenas luzes em meio à escuridão. (Com informações do Jornal Grito dos/as Excluídos/as – Nº 54)

*DE OLHO NA BÍBLIA:
Ler Gênesis 47,13-26, conversar sobre a leitura, interligando com os fatos lidos nas reportagens, com a temática do Grito dos/as Excluídos/as e da 5ª Semana Social Brasileira.

*DINAMIZANDO:
Dividir o grupo em duas equipes e montar o painel com “O Estado que temos” e “O Estado que queremos”. Conversar sobre as respostas.

*GESTO CONCRETO:
-Que tal redigir uma carta para a Câmara dos Vereadores/as ou para a Prefeitura, contendo as reflexões sobre o Estado que temos e o Estado que queremos?
-Que tal aprofundar a temática da 5ª Semana Social Brasileira e engajar-se na sua realização?
-Que tal procurar grupos da Cáritas Brasileira, das Pastorais Sociais ou da Comissão de Justiça e Paz para realizar algum trabalho juntos? Se não houver, que tal promovê-los?
-Que tal conversar com outras pessoas da Comunidade, da Paróquia, da Diocese, do Regional, sobre esses temas?
-Outras ideias e propostas?

*QUE TAL UM VÍDEO?
Poderão assistir ao vídeo “Semanas Sociais Brasileiras” (Comissão Episcopal de Pastoral para o Serviço da Caridade, Justiça e Paz-CNBB): http://www.youtube.com/watch?v=aMTlibg99-0


Sobre Juventude Franciscana JUFRA) do Brasil

A Juventude Franciscana (JUFRA) é uma proposta de vivência cristã destinada a jovens que, por vocação, carisma ou índole, se comprometem com o ideal de vida inspirado na espiritualidade franciscana A JUFRA é, ou deve ser, um monte de gente nesse mundão a fora, que tomou consciência de que: primeiro, deve esforçar-se para melhorar o mundo; segundo, que a melhora do mundo começa a partir de si mesmo; e que é preciso no mundo uma escola que ajude as pessoas a tomarem consciência disso. (Essa escola é a própria JUFRA) A JUFRA tem estilo e características próprias. Por isso nessa fraternidade de jovens, os jufristas assumem todos os deveres e, por conseguinte, gozam de todos os direitos inerentes ao compromisso franciscano de vida secular Segundo o Estatuto da JUFRA do Brasil, ela é uma associação civil com caráter e objetivos dentro exclusivamente dos campos Religioso, Educacional e Social.