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JUFRA DO BRASIL LANÇA FORMAÇÃO SOBRE O ANO DO LAICATO



By  Juventude Franciscana JUFRA) do Brasil     22:26     


ANO DO LAICATO
“Sal da Terra e Luz do Mundo” (Mt 5, 13-14)



MATERIAL NECESSÁRIO + AMBIENTAÇÃO
- Rolo de barbante para dinâmica
- Bíblia, Cruz/Imagem de Cristo e Vela para organizar uma referência visual no centro da roda (organizar as cadeiras em círculo)
- Cartaz do Ano do Laicato e/ou imagens que representem a atuação leiga também para compor o centro da roda
- Se tiver quadro na sala ou a possibilidade de colocar cartolinas na parede, escrever tema e lema do Ano do Laicato

OBJETIVOS
- Expor a motivação que moveu a CNBB a propor a temática do Ano do Laicato;
- Refletir sobre o papel dos leigos;
- Motivar para a ação transformadora individualmente, na Igreja, mas principalmente na sociedade.

INTRODUÇÃO
Durante um ano a Igreja no Brasil celebra, no período de 26 de novembro de 2017, Solenidade de Cristo Rei, à 25 de novembro de 2018, o “Ano do Laicato”. Tendo como tema “Cristãos leigos e leigas, sujeitos na ‘Igreja em saída’, a serviço do Reino” e o lema: “Sal da Terra e Luz do Mundo” (Mt 5,13-14).
Como leigos, interpelados a viver a santidade no mundo, somos instados pelo Espírito Santo a cultivar com solicitude a vida interior, para que possamos mover e abalar o mundo por meio do amor de Deus!
Como Juventude Franciscana, estamos especialmente inseridos neste contexto... Nós, jovens seguidores de Francisco, somos protagonistas nas transformações, por isso devemos ter certeza e confiança na nossa vocação para seguirmos ativamente o plano de Deus para nós!
Para isso, devemos continuar contribuindo cada vez mais para a renovação da Igreja de Cristo e para que seja cada vez maior sua atuação no mundo. Neste ano, de forma especial, vamos, juntos, intensificar o seguimento do chamado de Cristo Crucificado a Francisco: “Vai e reconstrói a minha Igreja”!

VER
Condutor(a): Para que iniciar nossa reflexão sobre o Ano do Laicato, vamos ler em conjunto trechos do Documento 105 da CNBB que podem nos orientar a respeito do cumprimento do missão que Deus destina aos leigos.
Leitor 1: “Como cristãos, somos chamados a viver como discípulos de Jesus Cristo no nosso dia a dia. A partir da sua vocação específica os cristãos leigos e leigas vivem o seguimento de Jesus na família, na comunidade eclesial, no trabalho profissional, na multiforme participação na sociedade civil, colaboração assim na construção de uma sociedade justa, solidária e pacífica, que seja sinal do Reino de Deus inaugurado por Jesus de Nazaré” (número 11).
Leitor 2: “Queremos recordar e insistir que o primeiro campo e âmbito da missão do cristão leigo é o mundo. A realidade temporal é o campo próprio da ação evangelizadora e transformadora que compete aos leigos. [...] A vocação específica do leigo, impregnado do Evangelho, é estar no meio do mundo à frente de tarefas variadas da ordem temporal” (número 63)
Leitor 3: “A Igreja vive dentro deste mundo globalizado, interpelada a um permanente discernimento. O desafio do cristão será, sempre, viver no mundo sem ser do mundo (Jo 17, 15-16), examinar tudo e ficar com o que é bom (1Ts 5, 21). Sua missão é construir o tempo presente, na perspectiva do Reino que já está entre nós, mas que sempre há de vir como graça que não se esgota em nenhuma das conjunturas históricas” (número 78).
Leitor 4: “Os cristãos são chamados a serem os olhos, os ouvidos, as mãos, a boca, o coração de Cristo na Igreja e no mundo. Esta realidade da presença de Cristo é explicitada na imagem proposta por Paulo, a de que a Igreja é Corpo de Cisto (1Cor 12, 12-30; Rm 12, 4-5). Cristo vive e age na Igreja, que é seu sacramento, sinal e instrumento” (número 102).
Leitor 5: “A igreja é a comunhão de libertos para uma vida nova, para o serviço, em harmonia e respeito. Ela é chamada a testemunhas uma convivência humana renovada, em relações fraternas, em comunhão libertadora. A verdadeira comunhão cristã gera autonomia, liberdade e corresponsabilidade; por sua vez, estas são necessárias para a autêntica comunhão (Gl 2,1-2.9.11). É na Igreja e como Igreja que o cristão leigo vivencia a liberdade, a autonomia e a relacionalidade” (número 126).
Leitor 6: “Pela força do Espírito, a ação da Igreja é direcionada para fora de si mesma como servidora do ser humano, testemunha do amor de Deus revelado em Jesus Cristo e sinal do Reino de Deus. A Igreja “em saída”, como define o Papa Francisco é a Igreja da ação renovadora de si mesma, das pessoas e do mundo, em estado permanente de missão. Como membros da Igreja e verdadeiros sujeitos eclesiais, os cristãos leigos e leigas, a partir de sua conversão pessoal, tornam-se agentes transformadores da realidade” (número 243).

ILUMINAR
Condutor(a): Será iniciado, agora, o momento de reflexão e partilha sobre o conteúdo conversando até aqui. Então, vamos pedir a Deus para que faça nosso coração se abrir à leitura da palavra e, dessa forma, possamos entender qual a missão que Ele quer nos passar neste encontro.
Leitura da palavra: Mt 5, 13-16 - “Sal e Luz”, trecho do qual foi retirado o versículo usado como lema do Ano do Laicato. 

AGIR
·         Depois da leitura, convidar a fraternidade a meditar sobre a importância da passagem e, a partir disso, extrair desafios concretos:

Condutor(a): Considerando que a ação evangelizadora inclui sempre a Igreja, a sociedade e cada sujeito individualmente, vamos refletir sobre como pode ser a efetiva atuação das leigas e dos leigos para que se estabeleça no mundo a civilização do amor e da paz, que, como indicou o Beato Paulo VI, deve inspirar a vida cultural, social, política e econômica do nosso tempo. Vamos, durante este primeiro momento, responder apenas mentalmente duas perguntas:
1)    Como deve ser a atuação de um(a) leigo(a) que acredita na verdade de Cristo e se propõe a colaborar com o projeto de Deus?
2)    O que eu faço para ser um agente de transformação no mundo?

·         Para o tempo de reflexão individual e meditação acerca da relação da leitura bíblica com o que foi exposto sobre o papel das leigas e leigos, pode ser tocada uma música.

Sugestão: “Vejam, eu andei pelas vilas”


1)Vejam, eu andei pelas vilas,
apontei as saídas,
Como o Pai me pediu,
Portas, eu cheguei para abri-las
Eu curei as feridas como nunca se viu

Por onde formos também nós,
Que brilhe a tua luz
Fala Senhor a nossa voz,
em nossa vida
Nosso caminho então conduz,
queremos ser assim
Que o Pão da Vida nos revigore
no nosso Sim!

2) Vejam, fiz de novo a leitura,
das raízes da vida
Que meu Pai vê melhor.
Luzes, acendi com brandura,
para ovelha perdida
Não medi meu suor. Refrão

3) Vejam, procurei bem aqueles,
que ninguém procurava
E falei de meu Pai.
Pobres , a esperança que é deles,
eu não quis ser escravo
De um poder que retrai. Refrão

4) Vejam, semeei consciência,
nos caminhos do povo
Pois o Pai quer assim
Tramas, enfrentei prepotência,
dos que temem o novo 
Qual perigo sem fim. Refrão

5) Vejam, eu quebrei as algemas,
levantei os caídos
Do meu Pai fui as mãos
Laços, recusei os esquemas,
eu não quero oprimidos /
Quero um povo de irmãos. Refrão



DINÂMICA PARA PARTILHA
Condutor(a): Depois deste tempo de reflexão individual, vamos partilhar de um jeito diferente as conclusões e pensamentos que tivemos.
Para isso, peço que todos fiquem em pé, em círculo. O primeiro irmão vai pegar o rolo de barbante e, ao dizer o que pensou no momento de meditação (sobre qual é o papel do leigo e o que faz para exercer essa vocação), vai jogar o rolo para o próximo irmão que também vai expor as suas reflexões, segurar o fio e jogar o rolo para o próximo irmão escolhido. Continua a dinâmica até o rolo retornar para a pessoa que começou.
·         Ao final, será formada uma “teia” que, para essa dinâmica será a Igreja, compreendida como “o povo de Deus” (CNBB, Doc. 105, n. 94)

Condutor(a): Agora que já conversamos sobre as possibilidades de atuações concretas dos leigos, convido os irmãos a pensarem e partilharem o que acham que representam estes fios e o que eles formaram.
·         Para conduzir a reflexão e guiar as partilhas, pode-se usar as conclusões sugeridas a seguir. No encontro possivelmente surgirão ainda outras que podem contribuir ainda mais para a motivação final.
Algumas possíveis conclusões:
1)    Solidez: O emaranhado de fios não é preso por nada físico, mas forma uma teia forte e complexa. Assim também é a nossa Igreja: uma realidade formada por um todo, não segundo a carne, mas segundo o Espírito Santo, que nos mantem unidos ao redor do mesmo propósito (seguir o Evangelho conforme nos ensinou Nosso Senhor Jesus Cristo).
2)    Diferenças: Cada fio tem uma extensão própria e foi colocado nessa teia em um momento diferente, assim também somos nós. A unidade da Igreja se realiza na diversidade: dos rostos, carismas, funções e ministérios ((CNBB, Doc. 105, n. 93). Porém a estrutura vai sempre se manter na mesma ideia (aqui, a teia, para nós, a primazia do amor – 1Cor 13), da qual surge a possibilidade de integrar organicamente a diversidade e o serviço de todos que querem exercer alguma função. Também as ações que realizamos são diversas (como testemunho, ética e competência na atividade profissional, serviços pastorais, atuação cultural e política etc) mas todas são igualmente importantes para a construção do todo.
3)    Movimento: Se não houvesse uma força que movesse o barbante, essa teia nunca iria se formar. Da mesma forma, devemos nos impulsionar para sermos agentes da transformação, para sermos a “Igreja em Saída”, como tanto nos pede o Papa Francisco. A partir da nossa conversão pessoal, podemos dar um “salto” e nos transformar em transformadores da realidade, que contribuirão efetivamente para o Reino de Deus.


MOTIVAÇÃO FINAL
Depois de refletirmos com base no documento construído pela CNBB e pensarmos também em nossa posição para efetivar os anseios da Igreja de Cristo, somos provocados a ir além.
Nos ensinam as escrituras: “Como bons administradores da multiforme graça de Deus, cada um coloque à disposição dos outros o dom que recebeu. Se alguém tem o dom de falar, fale como se fossem palavras de Deus. Se alguém tem o dom do serviço, exerça-o como capacidade proporcionada por Deus, a fim de que, em todas as coisas, Deus seja glorificado, por Jesus Cristo, a quem pertencem a glória e o poder, pelos séculos dos séculos.” (1Pd 4, 10-11).
Assim, que sejamos impulsionados pelo desejo de mudança de Francisco e tenhamos sempre o Evangelho como guia para atuar como verdadeiros agentes em busca da revolução do amor!
ORAÇÃO FINAL
(Sugestão: colocar em slides ou imprimir para todos)
Oração para o Ano Nacional do Laicato:
Ó Trindade Santa, / Amor pleno e eterno, / que estabelecestes a Igreja como vossa “imagem terrena”: Nós vos agradecemos / pelos dons, carismas, / vocações, ministérios e serviços / que todos os membros de vosso povo realizam / como “Igreja em saída”, / para o bem comum, / a missão evangelizadora / e a transformação social, /no caminho de vosso Reino. Nós vos louvamos / pela presença e organização dos cristãos leigos e leigas no Brasil / sujeitos eclesiais, testemunhas de fé, / santidade e ação transformadora. Nós vos pedimos, que todos os batizados / atuem como sal da terra e luz do mundo: / na família, no trabalho, / na política e na economia, / nas ciências e nas artes, / na educação, na cultura e nos meios de comunicação; / na cidade, no campo e em todo o planeta, / nossa “casa comum”. Nós vos rogamos que todos contribuam/ para que os cristãos leigos e leigas / compreendam sua vocação e identidade, / espiritualidade e missão, / e atuem de forma organizada na Igreja e na sociedade/ à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres. Isto vos suplicamos / pela intercessão da Sagrada Família, / Jesus, Maria e José, / modelos para todos os cristãos. / Amém!

Paz e Bem!

Gabriela Consolaro Nabozny

Fraternidade Santíssima Trindade - Florianópolis/SC



Sobre Juventude Franciscana JUFRA) do Brasil

A Juventude Franciscana (JUFRA) é uma proposta de vivência cristã destinada a jovens que, por vocação, carisma ou índole, se comprometem com o ideal de vida inspirado na espiritualidade franciscana A JUFRA é, ou deve ser, um monte de gente nesse mundão a fora, que tomou consciência de que: primeiro, deve esforçar-se para melhorar o mundo; segundo, que a melhora do mundo começa a partir de si mesmo; e que é preciso no mundo uma escola que ajude as pessoas a tomarem consciência disso. (Essa escola é a própria JUFRA) A JUFRA tem estilo e características próprias. Por isso nessa fraternidade de jovens, os jufristas assumem todos os deveres e, por conseguinte, gozam de todos os direitos inerentes ao compromisso franciscano de vida secular Segundo o Estatuto da JUFRA do Brasil, ela é uma associação civil com caráter e objetivos dentro exclusivamente dos campos Religioso, Educacional e Social.

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