Blog de Formação

Missão II



By  Juventude Franciscana JUFRA) do Brasil     22:41     



"Ao irem pelo mundo, não discutam, nem porfiem com palavras, nem façam juízo de outrem, mas sejam mansos, pacíficos, modestos, afáveis e humildes, tratando a todos honestamente, como convém”.
 (S. Francisco).

Ambiente: Fazer um caminho (areia, folhas, tecidos coloridos...), Bíblia (começo), São Francisco e Clara (no decorrer do Caminho), Nossa Senhora, Cruz (final).
Cântico: (“É missão de todos nós, Deus Chama eu quero ouvir a sua voz” – Refrão – Zé Vicente).
Oração: (disponibilizar para todos):

Oração Pelas Missões
Senhor Deus, Pai da Vida, invocamos vossa proteção e vosso auxílio para que possamos renovar nestas Missões o nosso coração, A NOSSA FAMÍLIA, a Igreja doméstica e a nossa comunidade de fé Queremos ser uma Igreja viva participando nos Grupos de Família, na formação de lideranças, participando no Dízimo e celebrando o Dia do Senhor. Senhor Jesus Cristo, Bom Pastor, vós buscastes a ovelha perdida, sede nosso Pastor nestas Missões em nossa paróquia.
Despertai nossos corações para participarmos deste tempo de graças Espírito Santo de amor, guia de nossos corações, iluminai-nos com vossa luz para renovar nossas vidas.
Ajudai-nos a construir a Igreja participativa, comprometida com os problemas do povo, libertadora e missionária. Que Francisco e Clara de Assis, nos inspirem a viver a partilha e a solidariedade.
Nossa Senhora de Fátima, Mãe de todos nós, ensinai-nos a acolher as Santas Missões assim como acolhestes o Filho de Deus. Abençoai os missionários, nossos padres, as comunidades e a nós, que somos filhos e filhas vossos. Assim seja!

O que é Missão?

A palavra "missão" vem do latim "mittere" que significa "enviar"; missus = enviado. Portanto, missão é incumbência, tarefa, obrigação, encargo, comissão especial, vocação. Todos nós batizados somos missionários do Pai, enviados a pregar com fidelidade o Evangelho. "A evangelização deve também conter sempre, como base, centro e cume de seu dinamismo, uma clara proclamação de que Jesus Cristo, Filho de Deus feito homem, morto e ressuscitado, se oferece para a salvação de todos os homens". (EN 27) .A origem da missão está em Deus Pai que envia os seus servos a trabalharem e recolherem os frutos. Envia também seu Filho único, para a salvação dos homens e do mundo, restabelecimento da paz e comunhão com Deus e formação de uma comunidade fraterna entre os homens.  A função da Igreja é apenas realizar a missão de Jesus. (AG 5).  Assim como Jesus recebeu do Pai todo poder, nós também recebemos dele e da Igreja o poder de realizar a missão. Para concretizá-la devemos ser mediadores entre Deus e os homens, ser fiéis à doutrina do Pai e evangelizar com gestos e palavras em direção aos pobres e aos excluídos da sociedade, libertando-os de tudo que os oprime.


Motivação: Texto Bíblico

Lc 10, 1-11: Missão dos setenta e dois
.
Reflexão
Gesto simbólico – Cada Irmão irá colocar os  seus calçados no caminho, e falar dos desafios de “sair em missão”, de ser missionário.

 (Questões para a Motivação: Ir ao Encontro do Irmão, levar a mensagem do Cristo Ressuscitado. O convite/chamado do nosso Papa Francisco para nós, Jovens).



Segue alguns textos, para ajudar na formação:

Texto 1:
Uma vez, ao chegar próximo de uma árvore frutífera, avistei uma única fruta, bem no alto do pé. Fiquei planejando como poderia colher aquela fruta. Se tentar derrubar com pedras quebraria-a e a estragaria. Se derrubasse com uma vara comprida ela poderia ficar no interior da árvore, presa entre os espinhos. Se tentasse subir para apanhá-la, poderia então me machucar. Entendi que precisava planejar a melhor estratégia para poder usufruir do sabor da fruta sem danificá-la e também sem me machucar.
Escrevo isto para introduzir a reflexão sobre o mês de outubro, mês missionário. Muitas vezes a nossa vontade é de quando chega o mês missionário nos embrenhar na missão, justamente porque a primeira impressão é do que o mundo precisa. Mas o mundo é igual a uma árvore, ao mesmo tempo em que tem frutos, tem também espinhos. Se nos embrenharmos com muita pressa para chegar ao fruto vamos sem dúvida nos machucar e nem perto vamos chegar.
Este mês, deve ser um mês motivador para que assumamos o nosso papel de cristão missionário, seja na nossa família, comunidade e ou sociedade. Porém, este mês não deve ser somente de ação, deve ser também de reflexão. Pois, para sermos missionários não precisamos percorrer grandes distâncias. Ser missionário é fazer a difícil viagem de sair de si, e ir ao encontro do outro, do novo, do diferente como em busca da fruta saborosa. É preciso pensar, planejar, ver a maneira de agir sem que os frutos sejam estragados ou que sejamos machucados pelos espinhos. E isso exige de nós uma abertura pessoal e comunitária para responder aos desafios de ser missionário.
Assumir os desafios e o compromisso de ser missionário é ter a missão não somente de levar algo, mas também de descobrir. Não somente de dar, mas receber. Não somente conquistar, mas partilhar e buscar juntos sempre a verdade em Cristo através de nossos gestos, atitudes e atos. A missão nos permite criar novos laços, novas relações, um novo jeito de olhar a vida, um novo jeito de ser igreja.
Ser missionário é um compromisso de toda a comunidade que vive e transmite a sua fé. “Nenhuma comunidade cristã é fiel à sua vocação se não é missionária”.
"Ao irem pelo mundo, não discutam, nem porfiem com palavras, nem façam juízo de outrem, mas sejam mansos, pacíficos, modestos, afáveis e humildes, tratando a todos honestamente, como convém” (S. Francisco).
                           Pe Jalmir - Missionário do Sagrado Coração em Cuiabá no Mato Grosso

Texto 2

A palavra “missão” vem do latim “mittere”, que significa “enviar”; missus = enviado. Portanto, missão é incumbência, tarefa, obrigação, encargo, comissão especial, vocação, mandato.
O mandato de Cristo é: “Ide, pois, e ensinai a todas as nações, batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo” (Mt 28, 19-20).

A missão nasceu primeiramente quando o Pai enviou seu Filho para ensinar-nos, com gestos, atitudes, palavras, vida, como viver na justiça, na fraternidade, na paz, enfim, na observância dos preceitos divinos. Entre nós, a missão existe, desde a fundação da Igreja, quando os Apóstolos, depois de Pentecostes, saíram pelo mundo anunciando a Boa Nova do Reino. A experiência dos primeiros cristãos foi tão forte que, para eles, era necessário mostrar ao mundo a força transformadora do Ressuscitado. Cada cristão era um missionário convicto e incansável. Sendo assim, o anúncio do Reino fazia parte do seu dia-a-dia.
O apóstolo Paulo, depois de sua conversão, viveu e pregou o Evangelho, mostrando como ele santifica, purifica e salva o homem para que ele possa experimentar a liberdade de filho de Deus.
De lá até os nossos dias, muitos filhos da Igreja manifestaram ao mundo uma vivência missionária que os fez deixar tudo pelo anúncio da Boa Nova.
Podemos citar vários exemplos, como São Francisco de Assis, cuja memória celebramos no dia 4 de outubro. Ele se fez pobre para viver como pobre. Olhou para o mundo e viu que a falta de amor levava os homens a escraviza seus irmãos e quis ensinar que amor é o próprio Cristo que caminha entre nós.
Depois de sua experiência de Deus, Inácio de Loyola viu o mundo com o olhar de Cristo. Ensinou as pessoas a serem solidárias com os que sofrem qualquer tipo de injustiça.
No século passado, tivemos o exemplo de Madre Tereza de Calcutá. Ela dizia que Cristo gritava em seu coração: “Tereza, preciso de você.” Ela via Cristo no sofredor leproso, na criança abandonada, no velho desamparado, na mãe que não tinha nada para alimentar seu filho, no morador de rua, nos portadores de HIV, enfim, em todo ser humano cuja dignidade de filho de Deus era tirada.
Podemos citar muitos outros exemplos, mas a messe é grande e os operários são poucos. Precisamos, cada um de nós, escutar a voz de Cristo que nos diz: “Preciso de você”.
Precisamos escutá-lo e responder-lhe: “Senhor, aqui estou.” Mas, responder não com a boca e, sim, com o coração para que ele dirija os gestos, as palavras, as atitudes, enfim, todas as boas obras. Assim, estaremos no Mês das Missões unindo a essa legião de missionários que, incessantemente, gritam ao mundo a Boa Novas do Reino.

Pe. Wagner Augusto Portugal
Vigário Judicial da Diocese da Campanha - MG

Texto 3 - Campanha Missionária 2013
Em sintonia com a Campanha da Fraternidade (CF 2013) e a Jornada Mundial da Juventude (JMJ Rio 2013), o tema da Campanha Missionária deste ano é “Juventude em Missão”. O lema tirado do profeta Jeremias: “A quem eu te enviar, irás” (Jr 1, 7b), recorda que Deus continua a chamar e a enviar pessoas para anunciar a Boa Notícia de Jesus a todos os povos. A Missão é a principal razão de ser da nossa Igreja e seus missionários e missionárias representam uma grande riqueza. Pela Campanha Missionária, toda a comunidade cristã é convidada a renovar seu compromisso batismal em conformidade ao mandato de Jesus Cristo, “Ide fazei discípulos todas as nações” (Mt 28, 19). 
“Não se abre uma rosa apertando-se o botão”, escreveu alguém.  É um pensamento muito próprio para uma reflexão sobre a vocação missionária do cristão para o mês que se avizinha: o mês de outubro, dedicado às missões. Jesus disse ao enviar os apóstolos para anunciar o ano da graça: “Eis que vos enviou como carneiros em meio a lobos vorazes” (Cf. Mt. 10,16). E, quando, mal recebidos em uma cidade, João e Tiago pretendiam mandar o fogo dos céus sobre aquele povo, mas Jesus os repreendeu “Não sabeis de que espírito sois. (Cf. Lc. 9,55).
A primeira atitude do missionário deve ser a mansidão. O anúncio da Boa Nova é um anúncio de paz. O texto do profeta Isaías lido por Jesus na sinagoga de Nazaré (Cf. Lc. 4,16-22)) e a si próprio aplicado, diz: “O Espírito do Senhor está sobre mim, eis porque me ungiu e mandou-me evangelizar os pobres, sarar os de coração contrito, anunciar o ano da graça”(Cf. Is. 61, 1-4)
E, logo a seguir, no Sermão da Montanha, revirando todos os princípios e conceitos que o pecado instilara nos corações dos homens, da sociedade e da cultura, declara bem aventurados os mansos, os misericordiosos e os que promovem a paz(Cf. Mt. 5)
A violência e a agressividade afastam os corações. Não é a toa que Santa Terezinha foi declarada padroeira das missões, ela que jamais transpôs as grades de seu convento e, partindo deste mundo aos vinte quatro anos, podia prometer que dos céus enviaria uma chuva de rosas sobre a terra. São Francisco de Sales, igualmente ensinava que se apanham mais moscas com uma gota de mel do que com um barril de vinagre.
Quanta paciência e compreensão mostraram os santos missionários de todos os tempos na inculturação da fé em corações duros e arraigados numa cultura pagã totalmente diversa dos caminhos cristãos. Davam tempo ao tempo, como o semeador aguarda com paciência o tempo da colheita.
Ainda no Evangelho lido na liturgia de dias atrás, diante da crítica dos fariseus, Jesus amorosamente acolhe a pecadora pública e lhe perdoa os pecados, e não reprime com exasperação o pecado dos “puros de todos os tempos”, mas os leva à conversão chamando-os ao amor.(Cf. Lc. 7, 36-50)  Assim também em outro episódio, uma ceia junto a publicanos e pecadores, o Mestre disse aos que o criticavam: “Não são os que tem saúde  que precisam de médico, mas os doentes. Ide aprendei o que significa: prefiro a misericórdia ao sacrifício” (Cf. Mt.9, 10-14).
O plano salvífico de Deus não é imposto. Como na criação Deus respeitou a vontade do homem que optou pelo pecado, assim também o respeita na opção que ele faz diante da oferta da salvação. “Deus que te criou sem ti, não te salvará sem ti”, diz Santo Agostinho.
O cristão que tem, pelo batismo, a vocação missionária, a missão de anunciar a Boa Nova, tem de ter, ele próprio, um coração semelhante ao de Cristo, manso e humilde, como pedimos na jaculatória, “fazei nosso coração semelhante ao vosso”.
Paulo VI, na Evangelii nuntiandi exorta: “A obra da evangelização pressupõe um amor fraterno, sempre crescente, para com aqueles a quem ele (o missionário) evangeliza.” (nº 79) e cita São Paulo aos Tessalonicenses (2Tes. 8) como programa.
Refere-se ainda, exemplificativamente, a outros sinais de afeição que o missionário tem de ter em relação ao evangelizando: o respeito pela situação religiosa e espiritual das pessoas a quem se evangeliza; a preocupação de se não ferir o outro sobretudo  se ele é débil em sua fé e um esforço para não transmitir dúvidas ou incertezas  nascidas de uma erudição não assimiladas.
O missionário, ao levar a Boa Nova a um mundo angustiado e sem esperança ou cuja esperança se esgota com o último suspiro, não pode se apresentar triste e descorçoado, impaciente ou ansioso, mas deve manifestar uma vida irradiante de fervor e da alegria de Cristo.
Nesse espírito o missionário, sem tergiversar sobre sua fé e sobre a mensagem, abra sua voz para “propor aos homens a verdade evangélica e a salvação em Cristo,com absoluta clareza e com todo o respeito pela opções livres que a consciência dos ouvintes fará” (E.N 80). Lembre-se “não se abre uma rosa apertando-se o botão”. 

Por: Dom Eurico dos Santos Veloso /Arcebispo Emérito de Juiz de Fora -MG.
Fonte: Portal Catequisar

Final (Hino da CF 2013)

Sei que perguntas, juventude, de onde veio
Teu belo jeito sempre novo e verdadeiro
Eu fiz brotar em ti desde o materno seio
Essa vontade de mudar o mundo inteiro
Estou aqui, meu Senhor, sou jovem, sou teu povo
Eu tenho fome de justiça e de amor
Quero ajudar a construir um mundo novo
Estou aqui, meu Senhor, sou jovem, sou teu povo
Para formar a rede da fraternidade
E um novo céu, uma nova terra, a tua vontade
Eis-me aqui, envia-me Senhor
Eis-me aqui, envia-me Senhor
Levem a todos meu chamado à liberdade
Onde a ganância gera irmãos escravizados
Quero a mensagem que humaniza a sociedade
Falada às claras, publicada nos telhados
Para salvar a quem perdeu a esperança
Serei a força, plena luz a te guiar
Por tua voz eu falarei, tem confiança
Não tenhas medo, novo Reino a chegar.
                           Juliana Caroline Gonçalves Almeida 
Subsecretária Regional de Formação - Nordeste B1
                           
                                                  Douglas Cordeiro
                   Secretário Fraterno Regional - Nordeste B1

Sobre Juventude Franciscana JUFRA) do Brasil

A Juventude Franciscana (JUFRA) é uma proposta de vivência cristã destinada a jovens que, por vocação, carisma ou índole, se comprometem com o ideal de vida inspirado na espiritualidade franciscana A JUFRA é, ou deve ser, um monte de gente nesse mundão a fora, que tomou consciência de que: primeiro, deve esforçar-se para melhorar o mundo; segundo, que a melhora do mundo começa a partir de si mesmo; e que é preciso no mundo uma escola que ajude as pessoas a tomarem consciência disso. (Essa escola é a própria JUFRA) A JUFRA tem estilo e características próprias. Por isso nessa fraternidade de jovens, os jufristas assumem todos os deveres e, por conseguinte, gozam de todos os direitos inerentes ao compromisso franciscano de vida secular Segundo o Estatuto da JUFRA do Brasil, ela é uma associação civil com caráter e objetivos dentro exclusivamente dos campos Religioso, Educacional e Social.