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QUARTA-FEIRA DE CINZAS



By  Juventude Franciscana JUFRA) do Brasil     12:03     

QUARTA-FEIRA DE CINZAS
“Lembra-te que do Pó viestes e ao pó, irá retornar...”
Ambiente: Vela, Cruz com um tecido Roxo (a cor que caracteriza o tempo litúrgico), Bíblia- Palavra de Deus, cartaz da CF 2014 e as seguintes palavras próximas da cruz: ORAÇÃO, JEJUM E PENITÊNCIA

Acolhida/Momento Inicial:  
Irmãos e Irmãs, Paz e Bem!
Na Quarta-feira de Cinzas iniciamos a Quaresma, tempo de conversão espiritual, período reservado para a reflexão. Nós, os fiéis, somos convidados a fazermos uma comparação entre as nossas vidas e a mensagem cristã expressa nos Evangelhos. A ORAÇÃO, o JEJUM e a PENITÊNCIA são alguns dos caminhos para quem quer viver com proveito o período quaresmal, essas práticas devem ser feitas a Deus, que nos recompensará no tempo devido, e só terá frutos se forem verdadeiras, interiores e com humildade.
- Pedir para os irmãos falarem o significado das palavras e da prática delas no dia a dia.
Cântico:(Refrão)
“Eis o tempo de conversão / Eis o dia da salvação / Ao Pai voltemos, juntos andemos. / Eis o tempo de conversão!”

Iluminação Biblica:

Leitura e Reflexão(partilha) do Evangelho da quarta-feira de Cinzas.
   Mt 6, 1-6.16-18

CINZAS
Com a quarta-feira de Cinzas iniciamos oficialmente o tempo Quaresmal e o Ciclo Pascal. Tempo Forte, com o convite e apelo para o silêncio, à prece e a conversão. Tempo de mudança de vida, de acolher com mais amor a misericórdia de DEUS que nos ama e quer nos perdoar. “É agora o momento favorável, é agora o dia da salvação”(2Cor6,2). Somos convidados à prática e ao cultivo da humildade, virtude tão escassa no mundo, que é tão importante, pois a mesma dignifica e engrandece o ser humano.
            A imposição das Cinzas que recebemos é um lembrete da nossa condição de matéria, convidando-nos a refletir sobre o que verdadeiramente importa para Deus, “Lembre-se que és pó e pó serás”, “Converta-se e creia no Evangelho...”. Por sua leveza, a CINZA é a figura das coisas que se acabam e desaparecem, viemos do pó, viemos da cinza e voltaremos para lá, mas, precisamos estar com os nossos corações preparados, com a nossa alma preparada para Deus, buscando sempre a conversão, o Senhor.                                                                                                                       
O grande desafio da Quaresma é cada um, conscientemente, assuma o compromisso de fazer uma caminhada séria, honesta, provocadora de mudanças em sua vida. Isso é graça de Deus e decisão pessoal. Jesus no início deste tempo litúrgico, nos mostra a firme decisão de realizar a vontade do Pai e reconciliar a humanidade com ele. A força da sua páscoa é lembrada e atualizada em cada liturgia e vivenciada profundamente neste tempo de preparação pascal. Na celebração, nos tornamos muito íntimos de Jesus e de seus gestos, palavras e ações e também do mistério do Pai que ele nos revela.                                                                                                                       
A celebração tem uma força pedagógica muito forte para que tudo isso aconteça. A proclamação da Palavra é Deus mesmo falando ao seu povo, o convocando a uma vida melhor, mais justa, mais santa e solidária. A comunidade reunida é composta de pessoas amadas por Deus, sedentas de paz, necessitadas de perdão e reconciliação.
Neste tempo propício, voltamos especialmente o coração para o Senhor. Permanecemos atentos à sua Palavra, em atitude de conversão sincera, em espírito de penitência, no cultivo da oração, na prática da caridade e do jejum em busca da santidade. Jejum é sinal de disponibilidade e solidariedade, de entregar-se nas mãos de Deus, no Seu Amor.
         Na Quarta-feira de Cinzas iniciamos a CF- Campanha da Fraternidade que procura animar todas as comunidades num compromisso pastoral concreto que marque a unidade da Evangelização pelo empenho comum em prol da solidariedade e fraternidade que nascem do amor de Cristo.  Durante esse período, a liturgia trabalha paralelamente com a Campanha. Os cantos litúrgicos da missa, as preces e outras orações são voltados também para o tema que está sendo trabalhado. A CF atinge, a  cada ano, um problema determinado e urgente que precisa do esforço de ação pastoral conjunta no país, desafios sociais, econômicos, políticos, culturais e religiosos da realidade brasileira. Este ano vamos refletir a crueldade do tráfico humano, com o tema: “Fraternidade e tráfico humano”, e o lema: “É para a Liberdade que Cristo nos libertou”. (Gl 5,1).

- Dinâmica
Pedir às pessoas que olhem por alguns minutos o ambiente onde estão, fixando o lugar das coisas e das pessoas. Depois, motivar para que saiam de seus lugares e provoquem uma mudança no ambiente, trocando as coisas de lugar, limpando alguns objetos, pode até mesmo trocar as pessoas de lugar.  Lembrando: Provocar Mudança! Após alguns minutos, pedir que olhem novamente para o ambiente e relatem como se sentiram durante a mudança, o que aconteceu com as atitudes, com os sentimentos que estavam envolvidos: prontidão, resistência, acomodações, outros...
Relacionar com a vida, com a nossa vida especialmente nesse período que estamos vivendo- A Quaresma: O que gostaríamos de mudar em nossa vida? No Nosso Mundo? Na nossa Cidade? Na nossa fraternidade? E o que este desafio provoca em nós?
Ler o texto: Quarta-feira de Cinzas – Pe. Eduardo Dougherty, sj (Anexo)
Final: Cântico
Agora, o tempo se cumpriu, o Reino já chegou, irmãos, convertam-se e creiam firmes no Evangelho!
1 - Feliz aquele homem que não anda conforme os conselhos dos perversos.
2 - Que não entra no caminho dos malvados nem junto aos zombadores vai sentar-se.
3 - Mas encontra seu prazer na lei de Deus e a medita, dia e noite, sem cessar.
4 - Eis que ele é semelhante a uma árvore que à beira da torrente está plantada.
5 - Ela sempre dá seus frutos a seu tempo e jamais as suas folhas vão murchar.               
 6 - Pois Deus vigia o caminho dos eleitos, mas a estrada dos malvados leva à morte.
Oração da Quaresma
Pai nosso, que estais no Céu,
durante esta época de arrependimento,
tende misericórdia de nós.
Com nossa oração, nosso jejum e nossas boas obras,
transformai nosso egoísmo em generosidade.
Abri nossos corações à vossa Palavra,
curai nossas feridas do pecado,
ajudai-nos a fazer o  bem neste mundo.
Que transformemos a escuridão
e a dor em vida e alegria.
Concedei-nos estas coisas por Nosso Senhor Jesus Cristo.
Amém.

Anexo:
                                                               Texto: Pe. Eduardo Dougherty, sj

O uso litúrgico das cinzas tem origem no Antigo Testamento. Elas simbolizam dor, morte e persistência. A Bíblia conta a história de Jó e mostra seu arrependimento, quando ele se veste com um saco e se cobre de cinzas (Jó 42,6). Daniel, ao profetizar a captura de Jerusalém pela Babilônia, escreveu: “Volvi-me para o Senhor Deus a fim de dirigir-lhe uma oração de súplica, jejuando e me impondo o cilicio e a cinza” (Dn 9,3). No século V antes de Cristo, depois da pregação de Jonas, o povo de Nínive proclamou um jejum a todos, se vestiram  de sacos, inclusive o Rei, que sentou sobre as cinzas (Jn3,5-6). Estes exemplos demostram a prática de se utilizar as cinzas como símbolo de arrependimento.
            No Novo Testamento, o próprio Jesus fez referência ao uso das cinzas. Ele disse às pessoas que não se arrependiam de seus pecados, apesar de terem visto milagres e escutando a Boa Nova: “Ai de ti, Carozaim! Ai de ti, Betsaida! Porque se tivessem sido feitos, em Tiro e em Sidônia, os milagres que foram feitos em vosso meio, há muito tempo elas teriam se arrependido sob o silício e as cinzas” (Mt 11,21).
            E a Igreja, desde o início, continuou a prática do uso das cinzas com o mesmo simbolismo. Com o passar do tempo, o uso das cinzas foi adotado como sinal de início do Tempo da Quaresma. Na Liturgia atual da Quarta-feira de Cinzas, utilizam-se as cinzas feitas com os ramos de palmas distribuídos no ano anterior, no Domingo de Ramos. O sacerdote abençoa as cinzas e as impõe na fronte de cada fiel, traçando o Sinal da Cruz, dizendo: “Recorda-te que és pó e em pó converterás” (Gn 3,19) e/ou “Arrepende-te e crede no Evangelho”.
Durante a Quaresma devemos orar e refletir sobre o significado das cinzas que recebemos. O arrependimento sincero e o reconhecimento de que somos fracos, limitados e pecadores, nos faz humildes de tal forma que Deus Pai vem fazer morada em nosso coração através do seu filho Jesus, Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida.
Você quer se tornar uma pessoa livre, liberta de todo o mal e de todo o pecado?
Então, ao receber as cinzas em sua fronte, abra seu coração a esse Jesus que sofreu, morreu e ressuscitou por você, para te dar gratuitamente a salvação eterna.
            Faça um exame de consciência e veja o que precisa ser mudado em sua vida. Não tenha medo do que você vai encontrar ou descobrir ao seu respeito. Lembre-se de que o Espírito Santo está sempre contigo. Peça a Ele Fé, Força e Coragem para enfrentar os seus problemas e dificuldades. Deus Pai, em nome de Jesus, pela ação do Espírito Santo quer te libertar das amarras do pecado, da doença e da morte.
            A quarta-feira de Cinzas dá início à Quaresma, que não é tempo de tristeza. É um tempo para a reflexão, oração, jejum, penitência e caridade, na firme esperança de uma mudança radical de vida, culminando na ressurreição de Jesus, Páscoa, acontecimento que garantiu também a nossa Páscoa definitiva.



DOUGHERTY, Pe. Eduardo. Quarta-feira de Cinzas. Meu Deus e Meu Tudo. Brasil Cristão. Fevereiro de 2012.

                                                        Colaboração: Juliana Caroline Gonçalves Almeida

                                                                             Subsecretária Regional de Formação NEB1

A Campanha da Fraternidade é realizada anualmente pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos no Brasil) durante o tempo da quaresma, com o objetivo de despertar a solidariedade dos seus fiéis para um problema concreto que abrange a sociedade brasileira. Para o ano de 2014, a CNBB escolheu como tema “Fraternidade e Tráfico Humano”, e lema “É para a liberdade que Cristo nos libertou” (Gl 5,1).Fontes:

Sobre Juventude Franciscana JUFRA) do Brasil

A Juventude Franciscana (JUFRA) é uma proposta de vivência cristã destinada a jovens que, por vocação, carisma ou índole, se comprometem com o ideal de vida inspirado na espiritualidade franciscana A JUFRA é, ou deve ser, um monte de gente nesse mundão a fora, que tomou consciência de que: primeiro, deve esforçar-se para melhorar o mundo; segundo, que a melhora do mundo começa a partir de si mesmo; e que é preciso no mundo uma escola que ajude as pessoas a tomarem consciência disso. (Essa escola é a própria JUFRA) A JUFRA tem estilo e características próprias. Por isso nessa fraternidade de jovens, os jufristas assumem todos os deveres e, por conseguinte, gozam de todos os direitos inerentes ao compromisso franciscano de vida secular Segundo o Estatuto da JUFRA do Brasil, ela é uma associação civil com caráter e objetivos dentro exclusivamente dos campos Religioso, Educacional e Social.

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