Blog de Formação

SANTA ROSA DE VITERBO



By  Juventude Franciscana JUFRA) do Brasil     10:19     

CRISTO, É TODO TEU MEU PERFUME JUVENIL

“Mas, como é santo aquele que vos chamou sede vós, também, santos em toda a vossa maneira de viver. Porquanto está escrito: sede santos, porque Eu sou Santo.” 1Pd 1:15,16

Proposta de Ambiente:

* Crucifixo de São Damião;
* Imagem de Santa Rosa de Viterbo;
* Bíblia;
* Velas e algumas Flores;
* Trecho escrito da passagem bíblica (visível a todos): 1 Pd 1:15,16;
* Que todos possam ter na memória ou em mãos (papel) as orações: Oração diante do Crucifixo e A Oração a Santa Rosa de Viterbo (funcionando até como uma lembrancinha do encontro).

Obs.: Dispostos de acordo com a preferência.

Acolhida: Música: A igrejinha de São Damião - Marcus Viana


Oração diante do Crucifixo:

Ó Glorioso Deus Altíssimo!
Ilumina as trevas do meu coração. Concede-me uma fé verdadeira, uma esperança firme e um amor perfeito. Mostra-me, Senhor, o reto sentido e conhecimento, a fim de que possa cumprir o sagrado encargo que, na verdade, me dás. Amém.                                               (S. Francisco de Assis)

Relatos sobre a vida de Santa Rosa de Viterbo

Conta-se que Santa Rosa nasceu por volta do ano de 1234, em Viterbo, na Itália. Desde a pequena idade já se debruçava sobre muitas orações e fortes penitências, demostrando assim, sua devoção e amor ao Cristo Crucificado e Ressuscitado e pela Virgem Maria. Relatos afirmam que, aos três anos de idade, tenha transformado pães em flores e que e aos sete anos pregava nas praças para grandes multidões, incentivando a conversão.
Contemporânea de São Francisco e Santa Clara, bebeu e compartilhou da espiritualidade francisclariana e da devoção ao Santo Evangelho. Desde a sua infância, Rosa já crescia envolta de um ambiente totalmente religioso. Filha do modesto casal de cristãos fervorosos, João e Catarina, os quais trabalhavam junto ao mosteiro das Damas Pobres, seguidoras de Santa Clara, pôde então se afeiçoar desse carisma e alimentar desejos de ingressar também nessa vida de monja franciscana (clarissas), porém não foi possível. Mas o amor que tinha pela espiritualidade franciscana não a fez desistir de seus desejos, serviu ao Cristo, segundo os passos de São Francisco e Santa Clara de Assis, sim! Diante de uma visão em que Nossa Senhora assim lhe determinava, ingressou e professou na Ordem Franciscana Secular, Terceira Ordem.
A realidade em que Rosa estava inserida era marcada por intensos conflitos: de um lado o poder espiritual da Igreja, com o papa Inocêncio IV e do outro, o poder do imperador Frederico II.
À medida que crescia, Rosa desenvolvia também seu carisma e sua imensa ligação com o Cristo. Passava várias horas em silêncio e em oração e sempre procurava lugares para se colocar em sintonia com o seu Deus, em contemplação. Crescia juntamente sua pureza de coração e caridade pelos mais necessitados. Amou fervorosamente o Cristo, que vivendo por Ele, abdicou as aspirações de sua infância e juventude. Sua busca em viver o Evangelho, seus milagres; sua dedicação em converter mais pessoas para o Cristo e sua intensidade na fé a fizeram cada vez mais conhecida em sua cidade, chegando até a incomodar os hereges, que em 1247 conseguiram o domínio da cidade de Viterbo, e se negavam a aceitar a autoridade papal de consagrar e perdoar os pecados.
Rosa colocando-se em oração intensa teve uma visão do Cristo, e destemida, não se conteve em sair pregando pelas ruas com o crucifixo nas mãos, convertendo os hereges. Em 1250, sob as ordens do Imperador Frederico II, Rosa foi exilada juntamente com seus pais. Porém a sua fama já havia se espalhado e na cidade de Soriano, ela continuava com suas orações e pregações do Evangelho. Retornando a Viterbo apenas após a morte do imperador Frederico II, morte essa, que ao receber a visita de um anjo, lhe foi revelada.
Em 06 de março de 1252, de causas naturais, Rosa morreu e descansou junto com o seu Deus. No mesmo ano de sua morte, o papa Inocêncio IV instaurou o processo de canonização de Rosa. Em 04 de setembro de 1257, sob ordens do mesmo pontífice, o corpo foi exumado e encontrado intacto, sendo transladado até o convento das clarissas, onde Rosa, em vida, não foi aceita como monja e que, a partir de então, passou a se chamar Convento de Santa Rosa.
Seu processo de canonização não foi oficializado, porém esse fato em nenhum momento diminui a santidade de Rosa, canonizada sim, pelo povo.
A festa solene de Santa Rosa de Viterbo é celebrada no dia 4 de setembro, assim como também no dia 06 de março, dia esse em que a Juventude Franciscana do Brasil comemora o “Dia do Jufrista”.
Considerada a Padroeira da Juventude Franciscana do Brasil, o testemunho de vida dado por Santa Rosa de Viterbo nos faz refletir sobre nossas ações junto ao povo que sofre diante das injustiças e sobre nosso testemunho do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. Busquemos nós, Juventude Franciscana, viver e partilhar o amor que vem de Deus e que tanto nosso mundo carece, assim como fez Santa Rosa de Viterbo.

“Precisamos de Santos que vivam no mundo, se santifiquem no mundo, que não tenham medo de viver no mundo.”

São João Paulo II
Roda de conversa:

* Qual a importância do testemunho de vida de Santa Rosa de Viterbo?
* Como nós, jovens de hoje, podemos testemunhar o Evangelho?
* Quais as minhas atitudes de jovem franciscano na busca da Santidade?


Oração Final:  Oração a Santa Rosa de Viterbo

Ó Deus, que em vossa serva Santa Rosa de Viterbo associastes desde a primeira juventude o candor da inocência com a admirável fortaleza de alma, fazei que, celebrando seus méritos, imitemos suas virtudes. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém!



Conclusão /Abraço Fraterno: Música - Padroeira da Jufra

Letra:
Tua vida é oração / faça sol ou faça chuva / ouça o que dizem os teus irmãos / a nossa frente serás também / padroeira da JUFRA, padroeira da JUFRA, padroeira da JUFRA em meu viver, paz e bem.
Rosa que revela o universo aqui, / seguindo o pobre, casto e obediente/ Nos ensinou por Francisco de Assis / chegar ao Cristo humilde e penitente (penitente).
Jufrista pequenina de Viterbo,/ flor-menina de aquarelas mil / Vem colorir, fazer vivo e liberto/ os nossos jovens por este Brasil (este Brasil).
Quem é jovem, luta e não se engana. / Não se omite a nada, não se ilude/ Assim é a Juventude Franciscana/ quando assume o irmão na plenitude (plenitude).

Composição: Hoberdam Mota
Jufra do Brasil

Referências:
http://www.franciscanos.org.br/?p=50791#sthash.JbFa0DIm.dpuf


Rose Moraes- Formadora Local
Fraternidade Estrela de Assis
Triunfo/PE

Sobre Juventude Franciscana JUFRA) do Brasil

A Juventude Franciscana (JUFRA) é uma proposta de vivência cristã destinada a jovens que, por vocação, carisma ou índole, se comprometem com o ideal de vida inspirado na espiritualidade franciscana A JUFRA é, ou deve ser, um monte de gente nesse mundão a fora, que tomou consciência de que: primeiro, deve esforçar-se para melhorar o mundo; segundo, que a melhora do mundo começa a partir de si mesmo; e que é preciso no mundo uma escola que ajude as pessoas a tomarem consciência disso. (Essa escola é a própria JUFRA) A JUFRA tem estilo e características próprias. Por isso nessa fraternidade de jovens, os jufristas assumem todos os deveres e, por conseguinte, gozam de todos os direitos inerentes ao compromisso franciscano de vida secular Segundo o Estatuto da JUFRA do Brasil, ela é uma associação civil com caráter e objetivos dentro exclusivamente dos campos Religioso, Educacional e Social.

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