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SÃO FRANCISCO E O PRESÉPIO



By  Juventude Franciscana JUFRA) do Brasil     12:17     


“Celebrava com inefável alegria, mais que todas as outras solenidades, a Natividade do Menino Jesus, afirmando que era a festa das festas...”.

            São Francisco de Assis, o Santo apaixonado pelo modo como Deus fez morada no mundo assumindo a condição humana, sempre deixou claro o seu desejo de viver o Evangelho e procurava a cada minuto estar unido a Vida do Cristo, a sua Encarnação e a sua Paixão. O Santo de Assis adorava a simplicidade, a humildade e a pobreza de Deus no Mistério da Encarnação. “Deus armou sua tenda entre nós, e vimos sua Glória, e da sua plenitude todos nós recebemos graça sobre graça.”(Jo 1,14-16).
Era o ano 1223 e nasce no coração de Francisco o desejo de transformar a cidade de Greccio em “uma nova Belém”. Surge assim o primeiro presépio, a cena da Encarnação do Filho de Deus. Francisco desejava experimentar e reviver na própria carne, o mistério e o encantamento, o amor e a dor, a contradição da glória divina revelada na pobreza do Filho de Deus. Assim, procurou uma forma didática, em um lugar simples enriquecido de muita ternura e amor, para representar e celebrar a noite do nascimento do Menino Deus. Contou com a ajuda de João, seu grande amigo, bom homem com uma grande nobreza de espírito. Era preciso que todas as pessoas sentissem e vissem o Mistério do Natal mais de perto, contemplar e ver o nascimento de Jesus com toda sua pobreza, deitado numa manjedoura.
“ Quero lembrar o menino que nasceu em Belém, os apertos que passou, como foi posto num presépio, e ver com os próprios olhos como ficou em cima da palha, entre o boi e o burro...”
Chegou o grande momento da alegria! João preparou tudo como Francisco pediu. Foram chamados os irmãos, irmãs, mulheres, homens, camponeses e crianças. Todos com ânimos exultantes chegaram ao local com tochas para iluminar ainda mais aquela noite. Francisco compôs a cena: a imagem do menino Deus, uma manjedoura, palhas, Maria e José, o boi e o burro, os pastores, as ovelhas e os anjos. Honrando a simplicidade  e louvando a pobreza Greccio tornou-se “ a Nova Belém”.
“...A noite ficou iluminada como o dia: era encanto para os homens e para os animais. O povo foi chegando e se alegrou com o mistério renovado em sua alegria toda nova. O bosque ressoava com as vozes que ecoavam nos morros. Os frades cantavam, dando os devidos louvores ao Senhor e a noite inteira se rejubilava. O santo estava diante do presépio  a suspirar, cheio de piedade e de alegria. A missa foi celebrada ali mesmo no presépio, e o sacerdote que a celebrou sentiu uma consolação jamais experimentada.”
Francisco cantou o Santo Evangelho com uma voz doce e clara. Abraçou a imagem. Tomou a imagem em seus braços e enquanto isso acontecia a imagem tomou vida! Um Grande Milagre! Todos ficaram maravilhados! Com a ternura do presépio, Francisco iluminou e reascendeu a fé que estava adormecida, estimulando o renascimento no coração daquele povo. “Quando terminou a vigília solene, todos voltaram contentes para casa.”
             A notícia da Celebração do Natal se espalhou pelas comunidades da região que começaram a montar seus presépios nas Igrejas e Catedrais. Séculos mais tarde veio o costume de montá-los em suas casas. A descrição de Celano falada na sua biografia de um modo vivo deu origem a essas diversas representações, caracterizando assim o presépio como uma das diversas tradições do Natal. Essa tradição nos traz muita luz e beleza, cada elemento que circunda tem um papel importante: a sagrada família, a palha, a manjedoura, os reis magos, os pastores, as ovelhas, o boi, a vaca, os anjos e quem sabe, em muitos presépios é colocada a figura do “Sol de Assis”. Símbolos da noite da Alegria, seja em Belém, seja em Greccio. 
            Francisco recriando o Presépio Celebrou e Reviveu o Mistério do Natal. Mergulhou nesse Mistério e nos deixou um grande ensinamento. Greccio é o coração de cada irmão, de cada irmã neste mundo tão necessitado de sentir e encarar como ele o verdadeiro Amor. Somos convocados à luz do Carisma recordar e reencontrar a humanidade, a Fraternidade e a ternura de Deus presentes no presépio.

PAZ E BEM!

Juliana Caroline Gonçalves Almeida
Secretária Nacional de Formação  Jufra do Brasil

Referências:
Fontes Franciscanas - Tomás de Celano (Primeiro Livro)

Sobre Juventude Franciscana JUFRA) do Brasil

A Juventude Franciscana (JUFRA) é uma proposta de vivência cristã destinada a jovens que, por vocação, carisma ou índole, se comprometem com o ideal de vida inspirado na espiritualidade franciscana A JUFRA é, ou deve ser, um monte de gente nesse mundão a fora, que tomou consciência de que: primeiro, deve esforçar-se para melhorar o mundo; segundo, que a melhora do mundo começa a partir de si mesmo; e que é preciso no mundo uma escola que ajude as pessoas a tomarem consciência disso. (Essa escola é a própria JUFRA) A JUFRA tem estilo e características próprias. Por isso nessa fraternidade de jovens, os jufristas assumem todos os deveres e, por conseguinte, gozam de todos os direitos inerentes ao compromisso franciscano de vida secular Segundo o Estatuto da JUFRA do Brasil, ela é uma associação civil com caráter e objetivos dentro exclusivamente dos campos Religioso, Educacional e Social.

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