A história do menino mexicano comove bispos do Sínodo
Cidade do Vaticano – Quando dói, na Igreja, o problema das pessoas unidas em segundas núpcias que são excluídas dos sacramentos da confissão e da comunhão? A Assembleia Sinodal reunida quinta-feira, no Vaticano, na 11ª Congregação geral, ficou paralisada ao ouvir o relato de um bispo mexicano. Dom Alonso Gerardo Garza Trevino, da Diocese de Piedras Negras, em seu pronunciamento, contou o episódio de um menino que fazia a primeira comunhão em sua diocese e cujos pais, ambos divorciados e recasados, não podiam fazer a comunhão na cerimônia. Ao receber a hóstia, o menino a dividiu e levou a seus pais dois pedaços para que eles também comungassem, como todos os pais presentes. Um caso pequeno, mas que pode influir mais do que mil palavras no debate em curso no Sínodo, porque é emblemático dos sofrimentos vividos pelos católicos em ‘situação irregular’ e testemunha que os filhos de divorciados – uma porcentagem consistente dos jovens de hoje – não aceitam a exclusão dos pais desta dim...