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Mostrando postagens de abril, 2011

Solenidade da Páscoa da Ressurreição: DEUS ESTAVA COM ELE

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Cessa todo luto, desaparece toda tristeza. A fé nos garante que aquele Jesus todo aniquilado vive, ressuscitou. Deus não permitiu que ele permanecesse no mundo das trevas, da morte, da escuridão. Ele vive, é o vivo, é o ressuscitado, mora na luz, não conheceu para sempre a mansão dos mortos, mas tornou-se transparente em seu corpo espiritual, atravessando portas fechadas, presente no pão e no vinho, sempre presente nas salas tão parecidas com aquela da estrada de Emaús. Deus permitiu que ele se manifestasse, esse que passou o tempo todo fazendo o bem, curando os doentes, anunciando um tempo de paz. “Deus o ressuscitou no terceiro dia, concedendo-lhe manifestar-se não a todo o povo, mas às testemunhas que Deus havia escolhido: a nós que comemos e bebemos com ele, depois que ressuscitou dos mortos”. A Igreja vive uma incontida alegria. E a solene liturgia não sabe que fazer para dar mais brilho aos aleluias que se duplicam, triplicam, quadriplicam.... Quem dera pudéssemos ter vozes ...

O Jardim das Oliveiras: agonia e solidão

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1. Introdução: No início da sua missão, Jesus foi tentado no deserto (Lc 4,1-12). Naquela ocasião, Lucas fez a seguinte observação: “Tendo acabado toda a tentação, o diabo deixou Jesus até o momento oportuno” (Lc 4, 13). Este momento oportuno agora chegou. Chegou a hora da tentação suprema, “a hora do poder das trevas” (Lc 22,53). Começa a última etapa do êxodo de Jesus. Satanás já tinha conseguido desviar Judas (Lc 22,3). Queria desviar Tiago e João na hora da vingança contra os samaritanos, no início da viagem para Jerusalém (Lc 9,55). Quis entrar em Pedro, mas a oração de Jesus foi mais forte (Lc 22,31). Agora ele vai fazer a tentativa suprema para desviar Jesus do caminho do Pai. Mas não vai conseguir. Durante a leitura do texto que descreve a agonia de Jesus no Horto, convém lembrar a cena da Transfiguração (Lc 9,28-36). No Evangelho de Lucas estes dois episódios têm uma semelhança muito grande, o que, sem dúvida, encerra uma mensa­gem da parte de Lucas para nós, seus leitores e...

A última ceia: o amor é uma força criadora

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1. Situando o texto: a) Os capítulos 24 e 25 do Evangelho de Mateus apresentaram o quinto e último Sermão da Nova Lei de Deus. Os capítulos 26 a 28 descrevem a sua promulgação. De fato, desde o Sermão da Montanha, inúmeras vezes, Mateus já vinha afirmando que o objetivo da Nova Lei é o amor e a misericórdia (Mt 5,43-48; 7,12; 9,13; 12,7; 22,34-40). Agora, nesta parte final dos capítulos 26 a 28 que narram a paixão, morte e ressurreição, ele descreve como Jesus praticou o amor, levando a Lei ao seu pleno cumprimento (Mt 5,17). b) A descrição da paixão de Jesus acentua o fracasso dos discípulos. Apesar da convivência de três anos, nenhum deles ficou para tomar a defesa de Jesus. Judas traiu, Pedro negou, todos fugiram. Mateus conta isto, não para criticar ou condenar, nem para provocar desânimo nos leitores, mas para ressaltar que o acolhimento e o amor de Jesus superam a derrota e o fracasso dos discípulos! Esta maneira de descrever a atitude de Jesus era uma ajuda para as Comunidades. ...

MONTADO NUM JUMENTINHO, O MESSIAS POBRE E DESARMADO

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Introdução Jesus termina a viagem e chega em Jesuralém, onde se darão os acontecimentos mais importantes da sua vida. Ao entrar na cidade, ele realiza três gestos simbólicos que revelam sua identidade messiânica: 1 . Entra montado num jumentinho que, conforme as profecias, era a característica do rei justo, pobre e desarmado (Mt 21,1-11). 2. Entra no Templo, expulsa os vendedores e denuncia a hipocrisia do comércio dos animais para os sacrifícios (Mt 21,12-17). 3. Amaldiçoa a figueira para expressar sua crítica contra o povo de Israel, por ele não ter produzido frutos de justiça (Mt 21,18-22). Quando Jesus entra em Jerusalém, a cidade fica agitada e se pergunta: "Quem é este?" (Mt 21,10). A multidão respondia: "E o profeta Jesus de Nazaré, da Galiléia" (Mt 21 , 11). A palavra usada por Mateus para descrever a reação da cidade era usada também para descrever os tremores de terra. Esta reação da cidade e da multidão nos dá urna chave para entender o que estava acontec...

A QUARESMA DE SANTA CLARA

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É algo verdadeiramente difícil, ou melhor, é coisa extremamente fácil, falar na Quaresma em relação a Santa Clara de Assis. Escrevendo a Santa Inês de Praga ela diz: ̋... mas nós, as sadias, jejuamos todos os dias, exceto nos Domingos e no Natal. Mas não somos obrigadas ao jejum, de acordo com um escrito do Beato Francisco, por todo o tempo da Páscoa e nas festas de Santa Maria e dos Santos Apóstolos, a não ser que estas festas caiam em sexta feira. Mas, como disse, as que somos sãs e fortes sempre comemos alimentos quaresmais... ̋ (3Ct. In 35-37). É evidente que Clara coloca o jejum e a penitência no amplo respiro de um itinerário de Cruz, na prospectiva da Ressurreição e da Glória: ˝... Se você sofrer com ele, com ele vai reinar; se chorar com ele, com ele vai se alegrar; se morrer com ele na cruz da tribulação vai ter com ele mansão celeste nos esplendores dos santos. E seu nome glorioso entre os homens será inscrito no livro da vida. Assim, em vez dos bens terrenos e transitórios, ...